ANTÓNIO SÉRGIO

Ontem, enquanto tomava o pequeno-almoço, e passeava por entre os canais de noticiário, fui surpreendido com o falecimento do António Sérgio. Nos principais meios de comunicação social, todos eram unânimes em recordar com saudade o “senhor da rádio”. Há já algum tempo que não o ouvia. Sabia que tinha um programa na Radar – “Viriato 25” – mas, guardo com saudade, os tempos do “Grande Delta”, “Lança-chamas” ou a “Hora do Lobo”. Já o conhecia, e ouvia, antes de ele ter o “Grande Delta” na XFM. Todavia, só conheci o seu potencial de divulgação e qualidade musical nessa altura. Perdeu-se uma referência para muitos melómanos. Deixo aqui um episódio, que não sei se é verdade, mas certo dia, o António Sérgio estaria na Renascença, talvez com o “Som da Frente”, e decidiu colocar um disco a rolar durante 45 minutos. 45 minutos, “non stop”, de um álbum de guitarras dos Melvins. Durante 45 minutos, sem parar, quem sintonizasse aquela frequência era brindado com uma cacofonia de “Noise a la Melvins”. António, que o som esteja para sempre consigo!

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