CHUNKLET - A BIBLIA DO ROCK - O LIVRO DAS ACTUAÇÕES AO VIVO.

È o teu equipamento. Ninguém te deve ajudar a não ser que tu lhe pagues. Todavia, é aceitável que um insuspeito fã/escravo leve o teu equipamento para a carrinha.
Nada de separar o teu combo no palco e coloca-lo em caixas quando uma outra banda (que as pessoas pagaram para ver) está a espera para actuar.
Um bombo com uma pele escura preta significa que vais girar as tuas baquetas no meio da canção.
Não deves polir os pratos como parte do teste de som.
Os bateristas são os únicos membros de uma banda autorizados a trazer um tapete e a tocar em cima dele.
A rotina do baterista durante o teste de som: Toca o bombo, agora. Tarola, agora. “Tom – tons”, agora. Timbalão, agora. Bom trabalho. Está feito. Podes ir fumar.
Nada de tocar bateria por trás de uma jaula de fibra de vidro transparente.
Nada de jaulas a não ser que planeies ser preso numa delas.
Nada de afinar os tambores no meio de uma actuação ao vivo.
Nada de trazer o teu tapete presa para tocar em cima dele.
Se és um desses bateristas que toca na frente do palco, recua. Tu és o guarda redes do “Rock”. Toca na tua posição.
De forma alguma vais liderar uma banda sentado atrás do teu combo.
Nada de girar baquetas no meio de canções. Se o tens de fazer, incorpora no meio de uma canção.
Nada de tocar bongos a não ser que imediatamente a seguir se siga o massacre dos tocadores de bongo.
Os bateristas não devem chatear o técnico de som para aumentar o volume do microfone da tarola durante a actuação. O mais certo é o técnico baixar o volume e com toda a razão.
O baterista não deve sair do seu combo a não ser que seja para abandonar o palco.
Nada de trocar de baterista durante a actuação. A audiência não precisa de ver como é a banda com os suplentes. Multi-funções são para bebes privados de ego.
O baterista (enquanto planeia, em segredo, a vingança) deve sempre rir, abundantemente, quando o guitarrista ou o vocalista contam uma piada sobre bateristas.
Nada de fazer “bop-doom-dat-at-at” enquanto tocam.
Nada de prever a destruição de equipamento de segunda categoria.
Se tocas com um gongo ele deve estar sempre em chamas. Alem do mais deves arranjar uma marreta em chamas para bater no gongo. A banda vai te despedir. Pelo menos podes ir com estilo.
Se perderes “the one” encontra-o antes de continuares a tocar.
Dois bateristas nunca são melhores que um.
Nada de mostrar mais sangue na tarola do que aquele que na realidade veio de um pequeno corte do dedo indicador.
Nada de queixumes no dia a seguir a uma actuação violenta. Cala-te e aguenta a ressaca.

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