ANTENA VERDE - BIODIVERSIDADE

"Together we should be... Nature and Men in Harmony ... Shadows disappears...", May Blitz, "High Beech", "2nd of May", 1970, Vertigo:


Durante a última semana, a Organização das Nações Unidas apresentou um relatório verdadeiramente preocupante. O terceiro relatório de Avaliação Global de Biodiversidade estima, entre outros pontos, que a desflorestação da região Amazónica, no Brasil, se atingir os 30 por cento da sua área poderá criar um ponto de ruptura, irremediável e que poderá transformar uma das regiões mais belas do mundo numa Savana. Este pequeno alerta é um reflexo do fracasso da meta de redução da perda de biodiversidade até 2010. O secretário executivo responsável por este relatório é claro quando avisa que, e passamos a citar, “… estamos a chegar ao ponto de ruptura onde o dano feito ao planeta se torna irreversível, a não ser que actuemos de uma forma urgente.”. Os resultados obtidos em centenas de estudos são pouco animador e preocupante. A questão da Floresta Amazónica é muito grave. A taxa de extinção para muitos animais e plantas é mil vezes mais rápida do que o normal e abrange não apenas espécies selvagens mas algumas variedades que são essenciais para agricultura e pecuária. Os grandes lagos de água doce estão a ser infestados de algas que consomem oxigénio e matam espécies que neles vivem. Os recifes de coral estão a desaparecer devido ao aquecimento global e acidificação dos Oceanos. Quando morrem Corais, morrem também outras plantas e animais que deles dependem para o seus sustento e habitat. O aquecimento global, a pesca predatória e a acidificação da agua são os responsáveis. Não é apenas na atmosfera que o dióxido de carbono é uma praga. Nos oceanos produz um processo de acidificação que coloca em perigo toda a ecologia marinha. A Organização das Nações Unidas, aponta o dedo a diversos países que, segundo o relatório, não contabilizam o valor económico da perda de Biodiversidade. Terminamos com um extracto da comunicação apresentada pelo Director do Programa de Ambiente da Organização das Nações Unidas: “A humanidade construiu a ilusão de que de alguma forma conseguimos sobreviver sem biodiversidade… A verdade é que precisamos mais do que nunca [da biodiversidade] num planeta com seis mil milhões de pessoas que vai ter mais do que nove mil milhões em 2050.”.

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