BIKINI KILL PARTE 2

Comecei a ver, dentro da minha colecção de discos e Mp3, qual o grau de presença de mulheres e quais ouvia. Diversos nomes apareceram: Consolidated, Kim Gordon, Kim Deal, L7, Nico, Lunachicks, Babes in Toyland, Consolidated, Slits, Sachiko e Yoshiko Fujiyama, Siouxie, Nina Hagen, Raincoats, Polly Jean Harvey ou Peaches… Isto não ajuda…Comecei a pensar em mulheres portuguesas, Joana Longboardi com as Voodoo Dolls e Mão Morta, Xana, com um primeiro álbum a solo brilhante, ou Suspira Franklin com as Everground e Les Baton Rouge. Enquanto esta análise decorria, curiosamente, uma música de fundo ouvia-se no meu cérebro… A bateria sincopada, guitarra rasgada e uma voz estridente a gritar “Rebel Girl”… Claro… Mas como é que não lembrei…Kathleen Hanna, Bikini Kill e o Riot Grrrl Punk. Um dos principais argumentos do Punk era o do it yourself. Não era preciso muito dinheiro ou talento. Qualquer pessoa podia pegar em instrumentos e tocar. Milhares de jovens abraçaram este universo. Kathleen Hanna foi um deles. Convidada para fazer a banda sonora de um projecto cinematográfico mentiu e disse que sabia tocar guitarra. Dado que lhe tinha sido entregue o trabalho, e precisava do dinheiro, fechou-se num quarto a tentar afinar uma viola acústica durante uma hora. Após o ter conseguido desatou a chorar convulsivamente.

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