BIKINI KILL PARTE 3

Pegar num instrumento e tocar é algo transversal a rapazes e raparigas. Colocar uma mensagem política num pedaço de som é comum a ambos os sexos. Ter vontade de transmitir algo não é particular a nenhum deles. Então o que distingue Kathleen Hanna?  O facto de produzir arte através de diversos suportes como  música (Le Tigre), pintura, escrita (colaborou no argumento do boys don’t cry) e performance. Estar envolvida em numerosas actividades ligadas a defesa dos Direitos das Mulheres, Minorias e Direitos Humanos. Representar, na década de Noventa, o ponto de encontro entre o universo Punk e os Movimentos Feministas… O Riot Grrrl Punk. Este movimento criou fanzines, festivais, bandas e tinha como principal objectivo informar, e lutar, sobre os Direitos das Mulheres. Para mim, a sua principal conquista, foi demonstrar que o Punk pode ser interpretado por mulheres com o seu universo próprio, sensibilidade,  sem deixar de ser interventivo e importante.

Rebel Girl, Rebel Girl, Rebel Girl… You are the Queen of my World”. Bikini Girl, New Radio/Rebel GirlSingle, editado pela Kill Rock Stars, 1993.

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