BELA LUGOSI

E voltamos ao Bela Lugosi... Desta vez pelo poema de David Meltzer, "15.ª Raga/Para Bela Lugosi", 1968, tradução de Manuel de Seabra "Antologia da Novissima Poesia Norte Americana", Editorial Futura, Lisboa, 1973. 






"Quando diz Transilvânia ou acónito
ou
Eu sou o Conde Drácula
os seus olhos ficam abertos
&, por um instante, puro
mármore branco.
Não admira que
fosse tanto tempo drogado.
Está no sorriso. A maneira 
como entrava em quartos victorianos
segurando a capa como uma saia,
depois cobrindo o rosto dela
ao inclinar-se para beijá-la
no pescoço & sorver.
Não admira & era
também de bom gosto"

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