02 | EKO SUPER JUNIOR A

O “Eko Super Junior A”, foi um órgão produzido pela “Eko” - marca italiana conhecida pelas guitarra eléctricas nos anos sessenta – entre 1977 e 1979. Não há grande informação disponivel salvo esta página que descobri no google. Foram fabricados poucos. O meu é o 2279 e, tanto quanto descobri, não ultrapassam os 5.000. Ao contrário do modelo que o substituiu - "Eko Tiger" utilizado, entre outros, pelo Sun Ra - este não é muito procurado pois é relativamente limitado. No inicio do mês de Outubro estava na garagem de um amigo, a organizar a exposição exterior do “Ambiente Imagens Dispersas – 2010”, quando, de repente, olho para o canto da mesma e descubro este órgão abandonado, cheio de pó, com teclas partidas e descolorado (conforme podem ver na foto colocada ontem). A minha pergunta foi: “Tens um órgão que parece ser dos anos Setenta?”. Ao qual ele respondeu “Foi me vendido por um tipo que era explicador de matemática, na década de oitenta, e desde então esta a receber pó na garagem. Queres ficar com ele?” . No inicio pensei... Isto não funciona... Mais uma coisa para ganhar pó... A Isabel não me deixa levar isso para casa... Mas… Como estava com tempo, fiquei com vontade de o levar para casa e recupera-lo. A tarefa não esta a ser complicada. Quando tive dúvidas falei com o Sr. Muge, do Conjunto Oliveira Muge e, com muito cuidado: (i) Retirei kilos de cotão de pó (desconectei as teclas, uma a uma, e com um pequeno pincel e uma cotonete limpei o pó e a sujidade que se tinha acumulado entre elas e por baixo); (ii) Colei duas teclas partidas e que não funcionavam (com super cola); (iii) Alinhei os fios extensores das teclas e coloquei-as no sitio correcto (automaticamente o som do órgão ficou limpo pois retirei toda uma gama de interferências que se ouviam quando ele era ligado); (iv) Coloquei óleo em spray nos contactos e nos encaixes de plástico; (v) Coloquei, no sitio devido, as placas electrónicas que estavam desencaixadas; (vi) Aparafusei a parte de cima do órgão que estava solta; (vii) Pintei, com graxa preta, a parte de cima do órgão e usei restaurador vinilico para o exterior do mesmo. Falta: (1) Arranjar a caixa de ritmos; (2) Soldar dois fios extensores em duas das teclas. Quando estiver pronto, coloco uma fotografia do resultado final. De qualquer forma, tem um som limpo,  tem uma sonoridade “garage” mas o som da caixa de ritmos é de rir … E já foi testado num ensaio da banda do meu irmão, os Afterhate.

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