CONJUNTO OLIVEIRA MUGE - ENSAIO 2011.01.15


Ontem à noite, e depois de ter encontrado o Sr. Policarpo e a D. Guida (minha professora primária), prometi-lhes que daria uma saltada à sala de ensaio para sorver um pouco da música do Conjunto Oliveira Muge. È importante lembrar que este é capaz de ser um dos únicos conjuntos, de final da década de cinquenta, ainda activos. A razão da sua “sobrevivência” é fácil de perceber. São felizes a tocar, a ensaiar… A fazer música. Por isso é que o Sr. Policarpo diz “Rafael...Tenho sempre a guitarra ao meu lado. É o meu Xanax. Se não toco um bocadinho fico triste”. E lá estava ele com a sua Fender em ombro a dedilhar uma canção dos anos Setenta. Champagne de Peppino di Capri. Ainda não foi desta que vi a “vintage” EKO Cobra dos anos Sessenta.
O Sr. Muge, sempre de sorriso aberto, ensinava os tons e comandava as tropas indicando qual a escala adequada e qual a entoação devida. È sempre bom ver alguém feliz por trás das teclas. Não posso deixar de esboçar um sorriso quando recordo algumas das suas histórias: Como, por exemplo, na década de sessenta, um “visionário” da RTP, no Monte da Virgem, lhes exigia dinheiro para aparecerem na televisão –que nunca deram e, mesmo assim, não os impediu de aparecer duas vezes na caixinha mágica- ou o orgulho que sentiu quando receberam o prémio para “Melhor Conjunto de Gente Nova”, em 1964, pela imprensa moçambicana.

1 comentário:

MJoão Couceiro disse...

Não me espanta que o Zé Muge continue a sorrir quando está com a música. Sempre o vi a tocar órgão ou piano com um sorriso de satisfação nos lábios.