MARIO DE SÁ-CARNEIRO - CONFISSÃO DE LÚCIO


Fazia um passeio, a pé, pela margem do Rio Douro, aproveitava o sol e, ao longo de mais de 20 minutos, falava com um amigo. Conversas que vão desde aspectos triviais até uma verdadeira lição de história de arte sobre o David de Miguel Ângelo que, muito humildemente, ouvia com atenção. 
No meio da conversa falávamos sobre lugares passados e como é bom regressar, a sítios onde, por alguma razão, nos sentimos confortáveis. Sejam livros, peças de música, teatro, lugares, amigos, conversas.
Como dizia esse meu amigo, "...voltamos com mais maturidade e encontramos coisas novas...". 
A Confissão de Lúcio é um desses lugares de retorno. 
Há muito tempo que não lia Mário de Sá Carneiro. 
Foi o seu primeiro romance, em 1913, e todo ele gira em torno do fantástico, o suicídio, o amor pervertido e a loucura.
Para acompanhar só mesmo o novo álbum dos Earth, Angels of Darkness, Demons Of Light, e a Descent to the Zenith
“…uma música penetrante tilintava nessa nova autora, em ritmos desconhecidos esquiva melopeia em que soçobravam gomemos de cristal entrechocando-se, onde palmas de espadas refrescavam o ar esbatidamente, onde listas húmidas de sons se vaporizavam subtis…”.

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