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JOÃO PESTE & ACIDOXIBORDEL

"Tinha as mãos dormentes e os meus olhos iluminavam-se de violeta. Podia até sentir o espirito de Rimbaud adormecendo lentamente no meu colo...". João Peste & Acidoxibordel, Clio Software, 1990, Ama Romanta


Em finais da década de oitenta, após a edição do mini-lp “Illogik Plastik”, os Pop Dell’ Arte decidem fazer uma pequena pausa que duraria até 1991. Durante esse interregno, João Peste, Zé Pedro Moura, Sapo, Rafael Toral, Jorge Ferraz, Nuno Tempero, Rodrigo Amado e David Souza, criam o colectivo João Peste & Acidoxibordel. No extinto espaço lisboeta, “Rock Rendez-Vous”, deram um primeiro concerto, em 10 de Julho de 1989, e, mais tarde, no concerto de Natal, desse mesmo ano, que contou com a presença dos Mler Ife Dada, Sitiados, Essa Entente e Mão Morta. A duração seria efémera, tendo sido dissolvido, em Fevereiro de 1990, supostamente em virtude de divergências internas entre os dois principais mentores do projecto, João Peste e Jorge Ferraz. Todavia, em Julho desse mesmo ano foi editado (Ama Romanta - MR0019) o EP homónimo que, em 2000, teve direito a uma reedição, em formato CD-Single, pela Candy Factory. Em ambos os suportes, o alinhamento é o mesmo: Groovy Noise-Dada Rock, Clio Software, Cocaine, Amigo, Distante Domingo (TL-2 Napoleon). Todo este E.P. parece ser uma viagem a uma dimensão alternativa de som, imagem e cor, ligada a um novo mundo digital, permitida por um universo lisergico povoado, de acordo com os seus autores, pelos Sonic Youth, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Butthole Surfers, Kurt Schwitters, Almada Negreiros, Wyndham Lewis, Jean Cocteau e Pablo Neruda. Espero que gostem.

JOÃO PESTE & ACIDOXI BORDEL

Acabei de fazer algo que nunca pensei possivel... 
Vendi o Maxi do João Peste & Acidoxibordel... Sim... O vinil da Ama Romanta, de 1990, com aquelas letras lindas em branco sob fundo azul... É a vida... Não tem a ver com o preço mas com uma atitude que cultivo de não apego a coisas materiais. É apenas um disco... Uma peça de vinil com um cartão à volta. Não devia custar, mas custa. Que se lixe... Mudei uma serie de coisas na minha vida e esta é uma delas. Não me arrependo. Já despachei quase toda a minha colecção... Deixo aqui a "Groovy Noise-Dada Rock". Um excelente disco, uma peça da história da Musica Portuguesa que agora vai ser devidamente apreciada e cuidada por outra pessoa. 

In Trompa: Eu entro em delírio com as imagens escondidas na tua mente“. Nele pululam Zé Pedro Moura, Sapo, Rafael Toral, Jorge Ferraz, Nuno Tempero, Rodrigo Amado, David Souza e…João Peste. Alucinado, ácido, meio demente, surreal, demente e meio, muito ácido, alucinado…sim, é um disco em alucinação permanente, como que vagueando etéreo pelos campos da súbita loucura. Também não será grande a novidade.  Foi bom enquanto durou mas durou pouco, apenas o escasso tempo de um prazer curto mas intenso. É assim Acidoxibordel. Foi assim. Um prazer intenso…perturbante. Sim, porque não, a obra de João Peste e dos que o acompanham, tem sempre o seu quê de perturbante, desenquadrada dos limites da normalidade, da sobriedade, desenquadrada dos limites de um certo produzir banal. Aqui, há um qualquer desespero perturbador. Há. Foi bom recordar uma vez mais, o imenso performer que é João Peste."

POP DELL´ARTE - QUERELLE


Como estou numa de história, e ando a tentar passar os discos da Ama Romanta para formato MP3, aqui fica uma amostra de um dos períodos mais originais e interessantes da música portuguesa. Em 1986, os Pop Dell Arte gravaram o máxi-single Querelle/ Mai 86 . "Arriba Avanti Pop Dell´Arte".