"Era uma vez, há muitos, muitos anos, um velho Marquês, a quem os seus pares chamavam divino, o Divino Marquês. Ora este Marquês, apesar de conhecido em todo reino pela violência com que afrontava a tirania moral do seu tempo, passeando um dia por Braga «a idólatra, o seu esplendor», ficou hospedado em casa da Sra. de Noronha e Vaz, uma burguesa beata e alcoviteira, mas para quem um Marquês, por mal afamado que fosse, oh oh... era sempre um Marquês (...)", O Divino Marques, O.D., RAINHA DO ROCK & CRAWL, 1992.
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MÃO MORTA - CHARLES MANSON
Estávamos no inicio da década de noventa e meia dúzia de miúdos viviam, semanalmente, encafuados em quarto paredes. A única forma de soltar a pressão eram os fins de semana em festins musicais de exaustão e paixão. Esta era uma das bandas e um dos nossos hinos. Ainda hoje as suas palavras ressoam dentro de nos e fazem nos querer saltar.
Tiannamen e o massacre de Pequim,
Pablo Escobar e o cartel de Medellin
Mais a queda do muro de Berlim
E a guerra do Saddam Hussein
Ou a disputa Gorby-Ieltsin...
Não estava lá!
Não estava lá!
Não, não estava lá!
Na Primavera eu não estava em Praga.
No 25 de Abril estava em Braga,
Demasiado entretido a crescer
Para dar conta do que estava a acontecer,
Do que estava a acontecer.
Mas ouvi dizer que
Quando o Charles Manson sair da prisão
É que vai ser.
Parem o relógio!
Vamos todos para a revolução
Fazer a festa de cocktail na mão!
Mão Morta - 1º de Novembro (demo 1985)
Um traço, um berço
Dois destinos que se cruzam na lonjura da distância
Erva fálica pelo caminho
Distúrbios, subúrbios
Automóveis ferrugentos desenhando o horizonte
Os paralelos asfixiam a alma
Solidão, saudade
Rumagens, romaria aos queridos defuntos
Carcaças abandonadas ao passado
Lágrimas, fábricas
Tempo invernoso sublinhando a ausência
A música ouve-se triste
Solidão!
Saudade!
Romagens!
Romarias!
Solidão!
Saudade!
Queridos!
Defuntos!
MÃO - MORTA - AO VIVO
Ouvir Mão Morta é algo de extraordinário mesmo que seja pela enesima vez. Acompanho os concertos deles desde inicio da década de noventa e tenho a maior reverencia, respeito e sentido de culto por esta que, para mim, é e será para sempre o referencial da musica alternativa em Português.
Mais do que ter a hipótese de os ver nas traseiras de minha casa, em Ovar, foi poder mostrar ao Adolfo que, em tempos, uma banda vareira de grind, trash, death e outros subgéneros do Metal fez uma versão da Cão da Morte.
Infelizmente, o único registo dessa versão é uma gravação video com pouca qualidade mas que, um dia, irei fazer os possíveis para colocar on-line.
Eram os AfterHate e, durante algum tempo, chegaram a ser um caso de peso na cena metal nacional.
MÃO MORTA - VELOCIDADE ESCALDANTE
"...Não interessa se é noite ou dia, Os filmes em que vivem são de fantasia, Por entre trevas e mortos vivos, É chinês o facho que os alumia, Alguém acende um bic...", Mão Morta, Vénus em Chama, 1994
MÃO MORTA
Ouvir Mão Morta é um cocktail de sensações que nos faz “…sentir o vento frio na cara…” (1), ou ficar “…horas a olhar para uma mancha na parede…" (2), como “… anjos de pureza evadidos dos lazeres…”(3).
Pode ser um cenário onde “… vinha um homem; Encoberto pelas sombras da noite…” (4), e onde “… o silêncio acompanhava o olhar vazio; A dor”, (5). As vezes sentimos que “…não há nada a escolher” (6), e só nos falta ir “…para a revolução Fazer a festa de cocktail na mão”(7) mas, “Tem calma irmão, Que a morte não precisa ser assim, Canta e vais ver, Que a vida não te larga mais por fim” (8). Será que “Sopra forte o vento na fogueira que arde em mim Sinto a selva agreste nos batuques do meu peito”(9)? Mas se “…O desejo persistir…”? (10) e que “…Faz de mim um escravo” (11)? A resposta só pode ser uma, “Num sonho de mil e uma fantasias, O desejo cruzando os neons, Em projecções plásticas...” (12) onde os “Os paralelos asfixiam a alma; Solidão, saudade” (13), sinto que “ESTOU FARTO DE MIM ESTOU FARTO DE MIM, ESTOU FARTO DE MIM ESTOU FARTO DE MIM”, (14). Nota: este texto foi construído com base em músicas que os Mão Morta tocaram na passada sexta feira:
(1) Amesterdão, S.21 Mutantes, Fungui, 1992.
(2) Tu disseste, Primavera de Destroços, CD, NorteSul, 2001.
(3) Anjos de Pureza, Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável, CD, NorteSul, 1998.
(4) Anarquista Duval, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul, 1998.
(5) Arrastando o seu Cadáver, Primavera de Destroços, CD, NorteSul, 2001.
(6) Tetas das Alienação, Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável, CD, NorteSul, 1998.
(7) Charles Manson, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul, 1998.
(8) Gnoma, Nus, CD, Cobra, 2004 / LP, Lux Records, 2004.
(9) Cão da Morte, Primavera de Destroços,CD, NorteSul, 2001.
(10) “E se depois”, Mão Morta, LP, Ama Romanta, 1988 / CD, NorteSul, 1998.(11) Quero morder te as mãos, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul, 1998.
(12) Lisboa, S.21 Mutantes, Fungui, 1992.
(13) 1.º Novembro, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul,1998.
(14) Penso que Penso, Primavera de Destroços CD, NorteSul, 2001.
Pode ser um cenário onde “… vinha um homem; Encoberto pelas sombras da noite…” (4), e onde “… o silêncio acompanhava o olhar vazio; A dor”, (5). As vezes sentimos que “…não há nada a escolher” (6), e só nos falta ir “…para a revolução Fazer a festa de cocktail na mão”(7) mas, “Tem calma irmão, Que a morte não precisa ser assim, Canta e vais ver, Que a vida não te larga mais por fim” (8). Será que “Sopra forte o vento na fogueira que arde em mim Sinto a selva agreste nos batuques do meu peito”(9)? Mas se “…O desejo persistir…”? (10) e que “…Faz de mim um escravo” (11)? A resposta só pode ser uma, “Num sonho de mil e uma fantasias, O desejo cruzando os neons, Em projecções plásticas...” (12) onde os “Os paralelos asfixiam a alma; Solidão, saudade” (13), sinto que “ESTOU FARTO DE MIM ESTOU FARTO DE MIM, ESTOU FARTO DE MIM ESTOU FARTO DE MIM”, (14). Nota: este texto foi construído com base em músicas que os Mão Morta tocaram na passada sexta feira:
(1) Amesterdão, S.21 Mutantes, Fungui, 1992.
(2) Tu disseste, Primavera de Destroços, CD, NorteSul, 2001.
(3) Anjos de Pureza, Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável, CD, NorteSul, 1998.
(4) Anarquista Duval, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul, 1998.
(5) Arrastando o seu Cadáver, Primavera de Destroços, CD, NorteSul, 2001.
(6) Tetas das Alienação, Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável, CD, NorteSul, 1998.
(7) Charles Manson, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul, 1998.
(8) Gnoma, Nus, CD, Cobra, 2004 / LP, Lux Records, 2004.
(9) Cão da Morte, Primavera de Destroços,CD, NorteSul, 2001.
(10) “E se depois”, Mão Morta, LP, Ama Romanta, 1988 / CD, NorteSul, 1998.(11) Quero morder te as mãos, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul, 1998.
(12) Lisboa, S.21 Mutantes, Fungui, 1992.
(13) 1.º Novembro, O.D., Rainha do Rock & Crawl, LP, Área Total, 1991 / CD, NorteSul,1998.
(14) Penso que Penso, Primavera de Destroços CD, NorteSul, 2001.
MAO MORTA - E SE DEPOIS
E se depois... O desejo persistir … consome-te nele
Faltam apenas algumas horas. Os Mão Morta actuam hoje no Teatro Sá da Bandeira, pelas 22h00. O concerto faz parte da digressão "Ventos Animais". Não há disco novo na calha, estão longe do espectáculo "Maldoror", onde as marcações, o cenário e o guarda-roupa ditavam as regras e espero um catalogo de canções tão abrangente como o vento.
Faltam apenas algumas horas. Os Mão Morta actuam hoje no Teatro Sá da Bandeira, pelas 22h00. O concerto faz parte da digressão "Ventos Animais". Não há disco novo na calha, estão longe do espectáculo "Maldoror", onde as marcações, o cenário e o guarda-roupa ditavam as regras e espero um catalogo de canções tão abrangente como o vento.
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