Templos da Noite e os Hinos que nos Fizeram Dançar



Aqui começo uma pequena viagem por músicas de dança que ouvia quando frequentava "estabelecimentos de diversão nocturna" por esse país fora. Tenho a certeza absoluta que isto vai trazer recordações a muita gente...

Sabemos que estamos velhos quando nos lembramos com saudades do "Swing", "Strutura", "Indústria", "Rockys", "Cais 447", "Terminal X", "Olé Olé", "Estação da Luz", "Dacasca", das noites quentes de verão em Cortegaça, das horas perdidas na 24 de Julho, do "Kremlin" (sim, eu vi lá os Underground Sound of Lisbon!), d'"A Locomia", do "IRS", etc, etc.

A escolha das músicas que vos deixo hoje obedece apenas a um critério: o que eu gostava de ouvir e dançar. Curti muito à custa destas noitadas e destes senhores que debitavam batidas nas colunas.

A lista é de peso:

Começamos com a energia inesgotável dos Reel 2 Real com "I Like To Move It", passamos pela hipnose pura dos Jaydee em "Plastic Dreams" (1993) e descemos aos infernos da eletrónica visceral com os Ramirez em "Orgasmico" (1992).

Pelo meio, um marco pessoal gigante: Bassboy com "Let The Bass Be Louder" (1992) — foi pura e simplesmente o meu primeiro maxi de música de dança.

Juntamos ainda a elegância dos Masters At Work com "Voices" (1995) e o hino incontornável dos Jestofunk, "Can We Live", que não podia de forma alguma ficar de fora desta lista. 

A fechar a secção nacional/internacional, a voz inconfundível do Darin Pappas (Ithaka) a ditar o fim do mundo em "So Get Up" (1994).

Mas há uma faixa que merece um parágrafo só para ela. 

Falo dos Pet Shop Boys com "Can You Forgive Her?" (1993). Esta versão era de doidos. Lembro-me perfeitamente: "Swing", 07h00, domingo de manhã, numa cave com dezenas de pessoas, sem luz, strob no máximo e este som a explodir das colunas.

Se estas músicas vos dizem alguma coisa, então partilhámos a mesma pista.

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