Entre 1995 e 1996, visitei uma notável retrospetiva de Francisco de Goya no Museu do Prado e fiquei fascinado pela forma como o pintor retratava o universo do oculto. Goya sentia uma atração profunda por temas místicos, mas desprezava abertamente a ignorância e o atraso civilizacional que estas crendices provocavam.
Numa Espanha dominada pelo medo e pela Inquisição, com a qual teve diversos conflitos ao longo da vida, o mestre aragonês usava estas imagens para criticar as falhas da própria sociedade.
Ao tentar pesquisar mais sobre a obra que me marcou, deparei-me com a associação à figura de Asmodeus, um dos príncipes do inferno e o regente da luxúria. Contudo, o bode retratado nestas pinturas representa habitualmente a figura mais genérica e tradicional do Diabo nos sabás ibéricos.
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