Falar de Bela Lugosi é mergulhar num abismo de sombras onde o cinema e a mitologia pessoal se fundem de forma irremediável. Se a sua silhueta recortada na tela definiu o imaginário do horror gótico, é na literatura e na poesia que encontramos, por vezes, a descodificação mais sensível do seu magnetismo.
Recuperamos hoje a visão de David Meltzer, na sua emblemática "15.ª Raga / Para Bela Lugosi", escrita em 1968. Esta peça, que nos chega através da tradução de Manuel de Seabra para a "Antologia da Novíssima Poesia Norte-Americana", publicada pela Editorial Futura em 1973, oferece-nos uma perspetiva quase táctil sobre o ator que se deixou consumir pela própria personagem.
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