Alquimia em Power Trio: O Legado dos Cream


Se a memória nos transporta inevitavelmente para a figura de Eric Clapton, a justiça histórica obriga-nos a deter o olhar sobre o fenómeno meteorológico e artístico que foram os Cream. 
Não se tratou apenas da união fortuita de três dos mais virtuosos instrumentistas da sua era; foi, acima de tudo, o nascimento de uma entidade orgânica onde o rigor técnico se dissolveu numa química quase mística. 
A longevidade de obras seminais como Fresh Cream (1966) e Disraeli Gears (1967) serve de testemunho irrefutável de que o génio individual, por mais brilhante que seja, só atinge a imortalidade quando encontra o terreno fértil da colaboração absoluta.

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