Telectu é o projeto de Jorge Lima Barreto e Vítor Rua que, tanto quanto sei, existiu entre finais da década de 1980 até a morte daquele em 2011.
O seu nome provem de um poema de Melo e Castro e são um duo - ou um trio consoante se considere a intervenção de António Palolo - de avant-garde, eletrónica experimental e que percorre os terrenos do Jazz, Free Jazz, Rock e Dub.
Mais uma vez, foi através da Ama Romanta, que os conheci e que me levaram aos concertos no Meia-Cave, Aniki Bobo e Labirinto na década de noventa do século passado.
Foi também nessa altura que comprei, de um colega no Colégio dos Carvalhos, o 12”” Digital Buiça e que guardo, religiosamente, desde essa altura.
A importância do disco não está relacionado com a raridade do mesmo, que efetivamente tem, mas com o facto de ser mais uma exploração sonora que envolve diversas áreas criativas. Só assim se percebe a colaboração, que ocorreu durante décadas, com o poeta e ensaísta Melo e Castro que, neste caso, assina a arte na capa.
Este é um daqueles casos em que o disco, enquanto suporte físico, é uma verdadeira obra de arte. O disco foi uma das edições da Tragic Figures - editora baseada no Porto - que começou a editar cassetes e uma fanzine - Vertigo - ligada à música industrial e dark wave.
P.S.: Júlio Isidro também os ajudou a crescer e, da parte do José Pedro Gomes e Herman José, receberam a justa homenagem com as 4 estações.
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