​O Início de Tudo: Bem-vindos ao Estereopositivo


Foi no final de Agosto de 2007 que tudo começou. 

Nesse mês, publiquei o texto que serviu de rampa de lançamento para o que pretendia que este espaço fosse. Estava, na altura, a dar os primeiros passos numa nova etapa profissional da minha vida — um desafio que, como vim a descobrir mais tarde, se demonstraria incrivelmente exigente e desgastante entre os anos de 2007 e 2010.

Para conseguir lidar com o peso dessa nova realidade e com a pressão do dia a dia, sentia a necessidade premente de criar um refúgio. 

O Estereopositivo nasceu assim: fruto da urgência de ter um sítio meu, uma espécie de diário digital de porta aberta, onde pudesse partilhar os meus segredos mais "obscuros". Quis partilhar música, filmes, livros, ilustração, cinema, pintura e arte em geral, contando, como sempre, com a ajuda do suspeito do costume, Maarten Ryon, aqui numa foto na Casa Pimenta. 2020.

Era, no fundo, a minha grande válvula de escape.

Passados todos estes anos, faz todo o sentido olhar para trás. 

Se em 2007 criei este blogue como um escape para partilhar o que me ia na alma, agora, com a criação desta rubrica do Arquivo Estereopositivo, o objetivo é recuperar esses posts antigos. 

Em alguns casos, estamos a falar de textos escritos há mais de 15 anos, aos quais decidi dar agora uma nova roupagem e formatação. 

A intenção é que a essência e o conteúdo original se mantenham, mais ou menos, intactos, permitindo que cada publicação que se segue seja uma verdadeira viagem no tempo.

Porque, por muitas voltas que a vida dê, a arte continuará sempre a ser o nosso melhor porto de abrigo.

Imagem minha criada pelo Maarten para, originalmente, ilustrar o Estereopositivo


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