The White Stripes: o Escafoide e um Verme do Ouvido


Terminei, na semana passada, de ler o livro Fell in Love with the Band – The White Stripes. Durante 10 dias, foi a minha companhia diária nas sessões de fisioterapia ao escafoide. Sim… o maldito escafoide ainda me persegue.

​Ao longo desses dias, descobri alguns factos e canções que ainda não conhecia dos The White Stripes. 

Entre elas, a fabulosa "Hand Springs". Trata-se do lado A de um split 7" com os The Dirtbombs. 

Os alemães têm uma expressão para as músicas que não nos saem da cabeça: Ohrwurm, ou, em português, qualquer coisa como "verme do ouvido". 

Depois de ouvir esta música em loop durante mais de vinte minutos, fico com a impressão de ser uma faixa a dois tempos. Combina um ritmo profundo e uma guitarra alucinante com uma boa história, contada de forma calma e envolvente.

​A história é muito simples: Jack leva a namorada a um salão de bowling e oferece-lhe uma Coca-Cola. 

O encontro começa mal. Ele deixa cair o seu copo, mas oferece-lhe o dele. Não obstante este ato de cavalheirismo, a namorada está mais interessada em trocar olhares e comentários com um sujeito que joga pinball. Carregado de ciúmes e com medo de a perder, ele deixa cair a sua bola de bowling por cima da máquina de pinball. Pede desculpa, mas, mesmo assim, ela vai-se embora com o outro sujeito.

​A referência ao bowling é um assunto recorrente nas letras dos The White Stripes. 

Além de ser uma das atividades favoritas de Jack White, foi num salão de bowling que Jack e Meg dinamizaram uma série de concertos, às segundas-feiras à noite, que deram a conhecer o som de Detroit. 

Esta música é um belo exemplo de blues e da vida de Jack White.

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