Para Além do Doom: O Refúgio de "Evergreen" dos Windhand


Há álbuns que marcam um ano, e há músicas que marcam um dia para sempre. Soma assumiu-se como um dos meus discos favoritos logo em 2013, em grande parte devido ao ambiente de "Stay Evergreen". A partir de hoje, esta faixa ganha um peso emocional ainda maior e ficará, talvez eternamente, ligada a uma despedida: o momento em que o meu irmão mais novo regressou ao Brasil.

A banda rejeita frequentemente a colagem fácil ao rótulo Doom ou a reboque dos Black Sabbath. O próprio guitarrista Garrett Morris já confessou não querer a banda encurralada nesse estilo, apontando o equilíbrio acústico e pesado dos Led Zeppelin como a sua verdadeira bússola. No entanto, quem ouvir esta música é levado, quase de forma automática, para as planícies densas e terras perdidas de uns Earth, mergulhando na mais crua "Solitude".

Curiosamente, "Evergreen" foi a última faixa a entrar no alinhamento do disco. Foi um tema acústico trazido inteiramente pela vocalista Dorthia Cottrell para dar ao álbum "uma lufada de ar fresco", provando que os Windhand são muito mais do que apenas guitarras e ruído. É precisamente no meio deste ambiente mais despido que a sua voz ecoa e nos embala, fechando o momento com um verso que ressoa agora de forma tão particular:






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