No dia em que o mundo ficou mais silencioso, não preciso de palavras. Apenas uma imagem: Lemmy com o corpo de Cristo. Porque, para quem vive e respira este som, a equação é simples: Lemmy é Deus.
Tal como acontece com os Black Sabbath, sigo os Motörhead desde sempre. Mas a minha admiração pelo Ian Fraser Kilmister não se limita às paredes de som dos álbuns de estúdio ou à sua passagem estratosférica pelos Hawkwind. Ao longo dos anos, fui absorvendo a sua mitologia através de diversas biografias, com especial destaque para a incontornável White Line Fever.
Ler as histórias de Lemmy é compreender a ética do rock: honestidade brutal, zero arrependimentos e uma fidelidade canina ao volume. Ele não era apenas um músico; era a última personificação de uma era que não voltará.
Como ele próprio dizia: "Born to lose, live to win".
O som continua connosco.
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