Pega Monstro: O Dream-Punk que vem da Cafetra

Boa surpresa a acompanhar o Expresso desta semana. Não é nada de novo, não são originais e o som nem é nada de especial. Contudo, vale a pena ouvir. Vale mesmo.

As Pega Monstro são as irmãs Júlia Reis (bateria) e Maria Reis (guitarra), e ambas dão a voz a este projeto. O nome, que remete para aquele brinquedo viscoso em forma de mão que marcou gerações em Portugal, serve de contrabalanço perfeito para o som dream-punk que elas procuram alcançar.

Nascidas e criadas em Lisboa, a Maria e a Júlia tocam juntas desde os 15 e 17 anos. Antes de se firmarem como duo, passaram por outros grupos, mas é nesta formação que a química entre irmãs explode.

O Espírito Cafetra Mais do que uma banda, elas são parte de um movimento. Em 2010, juntamente com amigos músicos, fundaram a Cafetra Records. A editora nasceu para documentar a cena garage punk portuguesa, representando uma comunidade de músicos que se entreajudam e fazem a música que gostariam de ouvir, movidos puramente pelo entusiasmo.

O Percurso Depois do álbum de estreia homónimo em 2012 (lançado pela própria Cafetra e recebido com aplausos pela crítica nacional), 2015 marca um salto importante. Juntaram-se à editora Upset The Rhythm para lançar Alfarroba, um disco sonoramente mais desenvolvido que começou a atrair atenções internacionais.

Vale a pena mergulhar neste universo sujo, mas sonhador.

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