O primeiro texto leva-nos a 1997. Escrevi-o para o Jornal de Notícias, num momento de luto quatro semanas após o fim da frequência 105.8 da XFM. Era o grito de um adolescente do Norte que encontrou ali o seu "culto". Naquela carta, agradecia a nomes que se tornaram família: o lendário António Sérgio, o despertar de Nuno Galopim, as estéticas novas de Ricardo Salo ou os blues de Rui Neves. Terminava com a frase eterna do Sérgio: "Que o som esteja convosco".
O segundo texto surge no ano 2000, no meu último ano de faculdade, para o Jornal Critério. O título dizia tudo: "Alguém se lembra de uma Rádio para uma imensa Minoria?". Nele, falo de como o "bichinho" que estava adormecido voltou a atacar. Depois de anos a saltar de frequência em frequência, entre rádios generalistas que não saciavam o vício, apareceu a Vox.
Estes artigos são mais do que opiniões antigas; são o registo de uma época em que a rádio nos libertava da letargia cultural e, conforme cantavam os Garotos Podres , de uma altura em que, enquanto adolescente na decada de noventa, só me apetecia gritar "Fora o tédio que me consome, todas as 24 horas do dia, fora a decepção de ontem a decepção de hoje, e a desesperança crônica no amanhã.".
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