ASTERIX (2017)

“Asterix e a Transitálica” é a nova aventura dos intrépidos gauleses que nos leva a uma corrida de carros entre Modica (Monza) e Neapolis (Nápoles). Portugal marca presença com os pilotos “Pataquès” e “Solilès” traduzido, respectivamente, pelos Lusitanos “Àsduasportrês” - visível com a sua baixa estatura, moreno e de bigode - e “Biscatês” - a reparar o carro em forma de sardinha que está sempre empenado. Astérix e Obélix - que finalmente ascende a categoria de piloto - ganham a corrida mas não recebem o troféu que acaba nas mãos do “Àsduasportrês”. Usando uma curiosa frase de Júlio Cortázar sobre a Mafalda, em 1973, pouco importa o que penso de Asterix, interessa me o que ele pensa de nós (portugueses). Continuamos de baixa estatura, morenos, de bigode farto, sempre a desenrascar perante as dificuldades do dia a dia mas, ao contrário do passado, agora somos vistos como resilientes e perseverantes. Curiosa a recomendação do “Biscatês” ao pedir o equivalente da taça em dinheiro. Será que, por causa dos apoios comunitários, os europeus já só nos vêem de mão estendida?

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