Em vez de se perder em histórias de bastidores e tricas que só foram a "espuma dos dias", o filme foca-se naquilo que realmente importa: a música e o processo.
Através de imagens de arquivo e faixas de áudio, percebemos como quatro jovens na Grã-Bretanha dos anos 60 burilaram as suas capacidades individuais, com muito trabalho e sacrifício pessoal, até forjarem uma química musical absolutamente singular.
Para além do valor histórico, a experiência visual e sonora impõe respeito.
É um olhar visceral e de enorme reverência sobre o momento exato em que os Led Zeppelin começaram a ganhar o seu espaço. Um bom pedaço de história para ver com atenção.
Como nota final, fica apenas isto: se a música dos Led Zeppelin sempre me rebentou com a cabeça, vir a descobrir que o Jimmy Page e o John Paul Jones foram músicos de estúdio na banda sonora de 007 - Goldfinger (o clássico de 1964, ainda com Sean Connery no papel de James Bond), a acompanhar a voz de Shirley Bassey, é verdadeiramente mind-blowing.
E agora, porque é outubro, e, como diz um amigo ,as únicas belezas despidas que vemos são as árvores, "Ramble On !".
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